sábado, 16 de novembro de 2013

Manual IM 40 Coisas que todo homem com mais de 30 anos que deveria possuir

Você não é mais uma criança. Então pare de agir como uma e comece a se comportar como o homem feito que você deveria ser

1. Um terno preto feito sob medida


Um terno preto simples é uma peça essencial no guarda-roupa de qualquer homem. Também é importante que seja feito sob medida, pois um terno mal ajustado faz parecer que você está brincando de se vestir.

2. Sapatos pretos


Tudo bem, talvez não um par de sapatos Tom Ford, mas algo similar. Mas não se esqueça que você recebe por aquilo que paga, então invista sabiamente.

3. Sapatos marrons


Você precisa de alguma coisa para usar com calças caqui ou com um terno azul (feito sob medida), certo?

4. Ações


Quem se importa se você sabe ou não como o mercado funciona?

5. Uma caixa de ferramentas


Não precisa ser a mais cara, só precisa ter coisas indispensáveis: martelo, chave de fenda (tanto Phillips quanto chata), chave inglesa, alicate e uma trena.

6. Uma boa carteira


Se a sua carteira tiver qualquer tipo de velcro, pode queimá-la.

7. Colônia, NÃO SPRAY PARA O CORPO.


Use com moderação, é claro.

8. Um relógio


Porque olhar as horas no seu celular não é tão bom quanto ao um bom relógio.

9. Uma cama apropriada com roupa de cama apropriada


Se você ainda dorme num sofá-cama, essa lista talvez não seja para você.

10. Uma lanterna


Agora você vê a luz.

11. Fita


Se você não consegue consertar alguma coisa com fita tape, é porque não está usando fita o suficiente.

Para quando o conjunto de ferramentas parece complicado demais.

12. Uma bolsa de passeio


Você já não tem mais idade para jogar as suas porcarias num saco plástico ou numa mochila quando está indo para Las Vegas.

13. Um jogo de copos


Conheça os tipos de copos: vinho tinto, cordial, gelo, vinho branco, Collins, tulipa, taça, uísque com soda, coquetel, cupe
mannerandlane.com

Os essenciais são os para uísque e as taças de vinho. O resto é para quando você finalmente conseguir montar um bar.

14. Uma nécessaire


Aqueles pelos de nariz não podem ser aparados por si próprios.

15. Um saca-rolha de dupla articulação


Oh, pare de se queixar e compre um duma vez.

16. Jogo de toalhas


Se a sua única toalha está desfiando, então é hora de bancar o adulto e investir em toalhas de spa supermacias e luxuosas.

17. Uma faca de chef


Se for para possuir uma única faca, é melhor que seja uma faca de chef. Assim como os sapatos, investir em qualidade é uma jogada inteligente. Por isso, compre uma cujo aço da lâmina passa pelo cabo.

18. Um passaporte



É melhor estar preparado do que ficar decepcionado quando você ganhar uma viagem para o exterior no concurso de alguma rádio.

19. Uma garrafa de bolso


Viu, o Derek sabe o que faz.

20. Um kit de costura


Sua mãe não vai estar sempre por perto para consertar os buracos no seu blusão. Aliás, se aquele blusão continuar furando, esse pode ser o momento de ir comprar um blusão novo.

21. Um guarda-chuva



Sabe como é, só por precaução.

22. Comprar um ferro de passar e uma tábua de passar.


Ah, você não tem espaço para isso? Explique isso durante uma entrevista de emprego enquanto se ajeita todo nas suas calças e camisa amassadas.

23. Cabos de ponte para carros


Nem importa se você possui ou não um carro. Arranje esses cabos.

24. Camisetas de baixo


E quando elas começarem a ficar amareladas nas axilas, jogue fora.

25. Baralho


Para que você possa fazer coisas iguais a esta.

26. Um rolo de tirar pelos


Só porque você tem gatos, isso não significa que todo mundo precise ficar sabendo. O mesmo vale para caspa.

27. Um canivete multiuso


Ele grita: “Saiam do caminho. Podem deixar comigo”.

28. Óculos de sol


Atenha-se aos modelos clássicos como o Wayfarer ou o de aviador. Só não compre um daqueles com lentes articuladas; o seu rosto não é uma basculante.

29. Um toca-disco


Não precisa ser nada tão luxuoso; só precisa ser capaz de tocar o The London Calling do The Clash sem ficar pulando.

30. Bolas de futebol, futebol americano, basquete, etc.


Basta ter algo que deixe claro: “Eu saio de casa de vez em quando e tenho um estilo de vida ativo”. Até mesmo dardos servem.

31. Uma cafeteira francesa


Nada diz “eu te amo” mais claramente do que fazer café para sua cara metade em uma cafeteira francesa. Se você não tem uma cara metade, azar; mais café para você, então.

32. Boas meias


No mínimo, sem furos, beleza?

33. Boas cuecas


Assim como as meias, se tiverem furos, jogue fora. Direto para o lixo.

34. Uma frigideira de ferro fundido


E pelo menos uma boa receita para aproveitá-la.

35. Diversos jogos de lençóis


Com pelo menos 300 fios cada.

36. Um conjunto de bar


Se você está perguntando: “Por quê?”, então siga adiante, porque eu já desisti de você.

37. Conjunto de louça


Bom, pelo menos tudo combina.

38. Um carro clássico


Se você chegou até aqui, continue com estilo

39. Uma coleção de livros consistente


Ninguém está dizendo que você precisa ler todos os livros, mas o fato de que você os possui já fala por si.

40. Um garrafa de bebida decente


Para quando o presidente lhe visitar, certo?

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Carros Ferrari 458 Speciale

Mais potência, menos peso: esta é a Ferrari 458 Speciale

Ela tem menos de 1.300 kg e mais de 600 cv. Esta é a Ferrari 458 Speciale.

Toda vez que uma nova Ferrari de motor central é lançada, todo mundo diz a mesma coisa — que ela é brilhante e que está a apenas um passo da perfeição. Mas todo mundo sabe que você deve esperar a versão “semi-pista” para aproveitar o verdadeiro espírito da época de Maranello. Carros como a 430 Scuderia, a Challenge Stradale, e agora a 458 Speciale.

Os dados técnicos informados pela Ferrari são:
613 cv a 9.000 rpm
54,9 mkgf a 6.000 rpm
1.290 kg — uma redução de 90 kg em relação ao modelo normal
3 segundos para acelerar de 0 a 100 km/h
9,1 segundos de 0 a 200 km/h
1 min 23,5 s é o tempo de volta em Fiorano, 1,5 s mais rápida que a 458 Italia

Agora só precisamos esperar o Salão de Frankfurt para ver esse novo corpo atlético pessoalmente.

domingo, 10 de novembro de 2013

F1 Como funciona um F1

Como funciona um carro de Fórmula 1?

Esta imagem é a prova definitiva de que um carro bem acertado faz toda a diferença.
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Afinal, o talento de Sebastian Vettel não é a única razão da supremacia da Red Bull nas últimas quatro temporadas. Vamos pensar no engenhoso RB9.

O carro responsável pelo tetracampeonato do alemão foi idealizado por Adrian Newey, o “mago” das pranchetas, e consumiu cinco meses de trabalho árduo. Mais de 300 profissionais, entre designers, especialistas em aerodinâmica e construtores, se envolveram no projeto. Tudo pensando em um único objetivo: erguer o título mundial pela quarta vez em quatro anos.

Mas nem todos tem a mesma felicidade (ou competência) da Red Bull. Equipes como Ferrari e Mercedes já convocaram projetistas para trabalhar no carro do ano que vem. No caso específico desta temporada, praticamente todas as equipes seguiram este caminho, principalmente pelas mudanças drásticas previstas para a temporada 2014 – que vão interferir bastante no desempenho dos carros.

No entanto, não são raros os casos em que uma equipe “joga a toalha” e abdica do campeonato para pensar no futuro. Fazer um bom trabalho é fundamental para conquistar bons resultados sem depender de mudanças improvisadas no meio do campeonato. Afinal de contas, sem um bom carro o piloto não vai a lugar algum.

Ou até vai: para o fim do grid.
É um carro ou um avião?

Nem perca tempo procurando semelhanças com um automóvel comum. Desde os primeiros esboços até os testes realizados em túneis de vento, tudo em um F-1 é feito pensando em segurança e velocidade– não necessariamente nesta ordem.

Vamos começar falando do que nossos olhos veem: a carroceria. Sabe todos aqueles apêndices aerodinâmicos – os penduricalhos estranhos presentes em todos os lados do carro? Eles não estão lá apenas de enfeite. Cada parte foi projetada para “cortar” o vento da melhor maneira possível, ainda que isso sacrifique o visual. Os antigos monopostos dos anos 80, tão belos quanto barulhentos, viraram peças de museu, simbolizando uma época em que aerodinâmica era uma palavra mais associada a aviões do que carros.

Hoje, os projetistas quebram a cabeça para criar soluções que façam a equipe ganhar milésimos de segundo dentro da pista. Assim nasceu o estranho bico “com degrau” presente em todos os bólidos desta temporada.


Dois outros exemplos surgiram nos testes de pré-temporada de 2008: as duas pequenas protuberâncias no bico da BMW Sauber (que renderam ao carro o maldoso apelido de “carro-veado”) e a igualmente bizarra cobertura do motor concebida pela Red Bull, que direcionava o vento de forma mais eficiente para a traseira. A solução acabou sendo copiada por outras equipes, mas, de tão estranha, logo foi apelidada de “barbatana” ou “bigorna”. Se você olhar as imagens abaixo, entenderá por que.

Mas quando falamos em projetos exóticos, não há como não se lembrar da Tyrrell P34. A criação do engenheiro Derek Gardner tinha seis rodas, sendo quatro delas na parte da frente e as outras duas atrás. Como as rodas dianteiras eram menores, elas reduziriam a área frontal do carro, melhorando a aerodinâmica. A existência deste inusitado concorrente obrigou a Goodyear, fornecedora de pneus da F-1 na época, a fabricar conjuntos de 10 polegadas exclusivamente para o P34.

Nas pistas, porém, a invenção não fez tanto sucesso: em duas temporadas, a Tyrrell obteve apenas uma pole-position e uma vitória, ambas com o sul-africano Jody Scheckter. O largo bico e o fato de as rodas traseiras serem maiores e mais largas do que as da frente não trouxeram vantagens aerodinâmicas significativas. Por conta da falta de resultados, a equipe abandonou o projeto em 1978, apenas dois anos após sua estreia.
Beleza interior

Se você acompanha o esporte há pelo menos alguns anos, certamente se lembrará do acidente deRobert Kubica no GP do Canadá de 2007. Quando estava na 27ª volta, o polonês se tocou com Jarno Trulli, saiu da pista e colidiu violentamente contra o muro. O choque fez o carro atravessar a pista em alta velocidade enquanto capotava diversas vezes até parar no guard-rail oposto. O forte acidente remeteu à fatalidade de Ayrton Senna, principalmente porque Kubica ficou desacordado dentro de sua BMW Sauber, levando muitos espectadores a crer que ele havia falecido.


Felizmente, o piloto sofreu apenas uma fratura na perna e saiu andando do hospital um dia depois. No entanto, os médicos o aconselharam a não correr o GP dos Estados Unidos – abrindo espaço para a estreia de um alemão de 19 anos chamado Sebastian Vettel.

Mas o que o acidente de Kubica tem a ver com os carros de F1? Tudo. Afinal, se Robert teve apenas uma leve lesão, isso se deve à resistência dos projetos atuais – só para constar, desde a morte de Senna não há um acidente fatal nas pistas. O habitáculo dos monopostos é extremamente reforçado, graças a uma estrutura chamada monocoque (ou estrutura única, em francês), que é feita de um único material.

Ela foi empregada pela primeira vez em 1962, no Lotus 25 de Colin Chapman. Feito de placas e alumínio rebitadas, substituiu as antigas e pouco práticas treliças tubulares. Pouco mais de duas décadas depois, o McLaren MP4/1C trouxe o primeiro monocoque de fibra de carbono, que virou padrão na categoria.
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McLaren MP4/1C: detentora do primeiro monocoque de fibra de carbono

Atualmente, cada equipe projeta seu monocoque de acordo com as medidas do piloto. É utilizado um composto de fibras de carbono, recoberto por outra camada de fibra de carbono com malhas de alumínio. Esta mistura resulta em um carro bastante leve e resistente, que faz sua carroceria se desmanchar, permitindo uma desaceleração progressiva ao corpo do piloto. Trocando em miúdos, é uma verdadeira célula de sobrevivência a impactos severos, e a imagem de Kubica saindo do carro com vida não nos deixa mentir.

Dentro do monocoque fica o cockpit. Antes de cada temporada, as equipes tiram todas as medidas de seus pilotos, fazendo uma cabine no tamanho exato para cada um deles. Até o banco é projetado para acomodá-los com perfeição. A posição de dirigir, aliás, é bastante estranha: o piloto vai praticamente deitado no veículo e tudo que ele vê à frente é o bico e os pneus.

Construir esta parte do carro é um desafio muito complexo, já que é preciso seguir uma série de regras técnicas, incluindo dimensões mínimas e assoalho plano. Quase não há espaço livre lá dentro, tanto é que o piloto só entra e sai do carro se tirar o volante do lugar.

E falando em volante, eis uma das peças mais complexas de um Fórmula 1. Ele pode ter inúmeras funções, distribuídas em vários botões (alguns modelos mais complexos podem chegar a quase 40), ou seja, nada parecido com aquela coisa redonda feita só para o motorista determinar a direção que o carro vai.

Embora seja uma complexa central eletrônica, ele pesa apenas 1,5 quilo – mas custa US$ 50 mil dólares (mais de R$100 mil). Agora deu para entender o desespero da Williams ao ver o volante do carro de Rubens Barrichello ser atropelado (por Bruno Senna) depois de o brasileiro jogá-lo no meio da pista de Mônaco. O piloto se defendeu dizendo que quis abandonar o carro rapidamente porque estava em uma posição perigosa e não queria ser atingido pelos rivais.

Só não me pergunte como os pilotos não se confundem com tantos botões à sua frente a mais de 300 km/h. É coisa de profissional. Por meio dele você seleciona marchas, limita a velocidade dentro dos boxes e até modifica o mapeamento do motor. No centro há uma tela que mostra informações como o tempo de volta e a marcha em que o carro está. Isso sem contar as luzes logo acima deste visor mostrando as rotações por minuto (RPM) do motor. Abaixo listamos algumas das funções à disposição do piloto:
Direção


N: coloca o carro em ponto morto e também permite a seleção da marcha à ré.

Tyre: o piloto deve girar este botão de acordo com o tipo de pneu correspondente. Quando o Fórmula 1 está calçado com pneus de chuva ou intermediários, uma luz auxiliar piscante é acesa na traseira para alertar quem vem atrás.

Shift paddles (ou “borboletas”): posicionadas atrás do volante, aumentam ou diminuem marchas. A aleta da direita reduz uma marcha e a da direita, aumenta.

Lower levels: função que aciona a embreagem, utilizada apenas antes do engate da primeira marcha.
Mecânica e Elétrica

B: Ativa o KERS, ou Sistema de Recuperação de Energia Cinética; esta tecnologia reutiliza a energia desperdiçada nas frenagens, fornecendo mais potência por alguns segundos.

KRec (dial): este seletor ativa configurações específicas do KERS, como intensidade de força e uso da função.

Oil: abre um tanque suplementar com mais óleo para o motor.

MFRS: botão giratório no centro do volante que ajusta várias configurações; pode ser utilizado em conjunto com os botões + e – para modificar outras opções.

Pedal: configura outras funções a partir da pressão no pedal por um tempo específico.

RPM: modifica o mapeamento de motor, permitindo que se exija mais ou menos do propulsor; o ajuste Maximum Performance, por exemplo, é bastante utilizado nas voltas rápidas de qualificação.
Velocidade

PL: limitador de velocidade, impede que o carro ultrapasse os 100 km/h dentro dos boxes.

SC: acionado enquanto o safety car está na pista, exibe um tempo de volta de referência fornecido pela FIA; o piloto precisa ser mais lento do que este tempo.
Comunicação

Ack/Yes: confirma que o piloto entendeu as mudanças comunicadas pelo rádio; serve como resposta quando a comunicação entre equipe e piloto deixa de funcionar.

Probl/No: identifica qualquer problema encontrado pela telemetria, também pode ser utilizado como resposta quando a comunicação com a equipe falha.

R: ativa o rádio para comunicação entre equipe e piloto.

Box: indica à equipe que o piloto está indo para os boxes.
Aerodinâmica

W: altera a posição da asa móvel traseira (DRS) para diminuir o arrasto aerodinâmico.
Brincadeira cara

Se você achou caro demais um volante custar mais de R$ 100 mil, é bom se preparar pelo que vem aí. Afinal, ninguém precisa ser expert em automobilismo para saber que este é um dos esportes mais caros do mundo.

Se em uma categoria nacional a brincadeira já custa caro, imagine então na Fórmula 1. Um levantamento feito pelo site MSN revelou o custo estimado dos principais componentes de um monoposto. E eles são (bem) altos.

Monocoque de fibra de carbono: 400 mil libras esterlinas (R$ 1,43 milhão)

Bico e asa dianteira: 100 mil libras (R$ 360 mil)

Asa traseira móvel: 50 mil libras (R$ 180 mil)

Volante: 30 mil libras (R$ 108 mil)

Tanque de gasolina: 70 mil libras (R$ 250 mil)

Sistemas hidráulicos: 100 mil libras (R$ 360 mil)

Transmissões: 300 mil libras (R$ 1,07 milhão)

Sistemas de refrigeração: 100 mil libras (R$ 360 mil)

TOTAL: 1,15 milhões de libras por carro (R$ 4,11 milhões)

Mas antes que você saque o talão de cheques para comprar seu F-1, saiba que a lista não para por aí. Outros componentes vitais para o funcionamento do carro apresentam custos igualmente astronômicos.

Veja o caso dos motores. O regulamento atual da Fórmula 1 prevê a perda de 10 posições no grid para quem ultrapassa o limite de oito motores utilizados por temporada. Esta medida foi instaurada em 2009, quando a categoria passou por um grande enxugamento de custos – medida bastante inteligente em um tempo em que cada motor custava 4,3 milhões de libras. A chegada dos motores 1.6 V6 turbo na temporada 2014 inflacionará ainda mais os gastos, já que um diretor de equipe afirmou ao MSN que cada conjunto deve sair por 8,6 milhões de libras – ou cerca de R$ 30 milhões.

Outro exemplo interessante está nos pneus. Fabricados pela Pirelli, eles também não são baratos. A empresa italiana fornecerá aproximadamente 36 mil conjuntos de pneus durante a temporada 2013. Estimativas da emissora de televisão BBC apontam que um jogo de pneus sai por 1.300 libras, ou 325 libras por pneu – ou mais de R$ 1 mil.

Como as equipes costumam trocá-los a cada 15 ou 20 voltas, são utilizados cerca de três jogos por corrida, gastando 3.900 libras por etapa. Considerando que o calendário deste ano tem 19 provas, são gastos mais de 74 mil libras somente com os pneus do dia da corrida. Isso porque as equipes também participam de treinos (livres e classificatórios) e realizam testes de pré-temporada. Considerando que uma equipe de ponta usa mais de 4 mil pneus, a conta passa facilmente dos 8 milhões de reais.

Você ainda não entende como um pneu pode custar tanto assim? Daqui a pouco você vai mudar de ideia.
Calçando os sapatos

Engana-se quem pensa que os pneus utilizados na F-1 são praticamente iguais aos do seu carro.

Antigamente, quando os monopostos já eram a última palavra em modernidade, a Fórmula 1 tinha apenas duas opções de pneus – para pista seca ou molhada. Hoje, a Pirelli, atual fornecedora de pneus da categoria, oferece seis tipos de pneus, sendo quatro deles para pista seca (slicks) e dois para molhada. Cada conjunto atende a uma situação específica durante a corrida. Sua identificação visual é realizada facilmente por faixas coloridas nas laterais.



Vermelho: é a cor dos pneus supermacios (ou super soft). Ideais para traçados mais travados e sinuosos (como Interlagos), fornecem melhor aderência, mas justamente por isso seu desgaste é prematuro demais. Reza a lenda que os compostos supermacios alcançam sua temperatura ideal rapidamente, evitando que o piloto tenha de “aquecê-los” excessivamente para conseguir tração.

Amarelo: identifica os pneus macios, chamados também de soft. Embora sejam até mais lentos que os supermacios, oferecem maior durabilidade. São frequentemente utilizados pelas equipes, adaptando-se tanto aos circuitos mais travados quanto aos de alta velocidade.

Branco: são os pneus médios, ou medium. A versatilidade é a principal característica destes compostos, podendo ser utilizados em praticamente todos os tipos de pista seca. São quase um segundo mais rápidos que os pneus duros.

Laranja: identificam os pneus duros, também conhecidos como hard. Embora demorem mais para aquecer e sejam menos aderentes, duram mais que os outros compostos. Ficaram mais macios que os anos anteriores – quando eram identificados pela cor cinza. São indicados para provas mais longas e em circuitos com asfalto mais abrasivo.

Verde: estes são os pneus intermediários, ou intermediate. São colocados nos carros quando a pista não está muito molhada e nem seca. Sua principal qualidade é desprezar até 20 litros de água por segundo, mesmo em alta velocidade.

Azul: são os pneus para chuva, ou wet. Estes compostos conseguem evacuar 60 litros de água por segundo quando o carro está em sua velocidade máxima.

O regulamento obriga todas as equipes a utilizar dois dos quatro compostos para pista seca – caso a corrida aconteça sob chuva, é preciso utilizar os dois tipos de pneus. Antes do início de cada fim de semana de corrida, a Pirelli coloca dois dos quatro compostos slicks à disposição das equipes. Um destes compostos nomeados é classificado como “principal”, o pneu mais adequado às características do circuito. O outro é chamado de “opção”.

Cabe à equipe definir quando e como vão usar os dois tipos de pneus. São 11 jogos de pneusslicks à disposição para o fim de semana de corrida, divididos entre “principal” e “opção”.

Para as duas sessões de treinos livres são oferecidos três jogos por carro, sendo dois jogos do pneu “principal” e um do “opção”. Todos precisam ser devolvidos: um deles após a primeira sessão e os dois restantes depois da segunda sessão de treinos livres.

No sábado são fornecidos mais oito jogos de pneus por carro – quatro jogos do “principal” e os restantes do “opção”. É preciso devolver dois jogos – um de cada – após a última sessão de treinos livres na manhã de sábado, sobrando seis jogos de pneus para classificação e corrida – três conjuntos de cada composto.
O coração da fera

Nenhuma destas tecnologias é mais importante do que o motor. Posicionado logo atrás do piloto, é ele que pode levar um piloto do céu ao inferno em segundos. Vários tipos de motores já dominaram a Fórmula 1 em mais de seis décadas de história. Nos anos 70, os V8 davam o ar da graça. Nas décadas seguintes, eles foram trocados por grandes V10, que proporcionavam um dos roncos mais inebriantes do automobilismo mundial. Quem teve a chance de ouvi-los ao vivo não esquece jamais.


No regulamento deste ano, são permitidos somente motores de quatro tempos (admissão, compressão, combustão e exaustão) com cilindrada até 2,4 litros e que girem a até 18 mil rotações por minuto. Nenhum tipo de sobrealimentação é permitida atualmente, embora isso esteja prestes a mudar em breve – falaremos disso logo menos. Os motores devem pesar no mínimo 95 quilos e ter oito cilindros dispostos em forma de “V” – os famosos V8 – a 90 graus, com duas válvulas de escape e duas de admissão por cilindro.

Eles são enormes quebra-cabeças com mais de cinco mil peças, sendo que 1.500 são móveis. A potência é superior a 700 cv, mas superariam facilmente os 800 cv se não fossem as limitações técnicas do regulamento. Bastante eficientes, eles giram a até 18 mil rotações por minuto e entregam aproximadamente 750 cv – um Chevrolet Camaro, por exemplo, chega no máximo a 5.900 RPM e tem 406 cv, extraídos de um motor maior (6,3 litros) e com o mesmo número de cilindros.
Então qual é o segredo?

Obs.: antes que você continue lendo, vale avisar que é praticamente impossível tentar explicar o funcionamento de um motor sem utilizar termos ligados à mecânica. Mas tentei fazê-lo sem parecer “mecaniquês” demais.

Um motor de Fórmula 1 tem uma eficiência volumétrica muito alta, ou seja, consegue preencher seus oito cilindros com um volume muito grande de mistura ar-combustível sem realizar uma detonação prévia, elevando a capacidade de gerar potência.

Hoje, o ar é “sugado” (ou melhor, admitido) para o motor por um duto logo acima da cabeça do piloto. É este duto o responsável por levar o ar ao coletor de admissão. Mas nem sempre o ar consegue chegar ao motor – afinal, se você manja um pouco de mecânica, sabe que as válvulas abrem e fecham enquanto o carro está andando.

Quando isso acontece, o ar é comprimido no duto até a válvula de admissão reabrir, aumentando o volume de ar admitido enquanto as válvulas permanecem abertas. Ao mesmo tempo, os gases resultantes da combustão precisam ser expelidos na mesma velocidade do processo de admissão. Isso acontece por aqueles tubos longos e retorcidos na parte traseira do motor, os chamados coletores de escape. Eles servem como uma via de mão dupla, já que o ar é expelido tão rapidamente que esses coletores também admitem ar enquanto as válvulas estão abertas. As válvulas, aliás, funcionam em velocidade tão alta que causariam sérios problemas em um motor convencional.

O consumo de combustível também é bastante diferente dos carros de passeio: apenas 1,6 km/l!

Não podemos esquecer também da transmissão, cuja função é transferir a potência gerada pelo motor às rodas traseiras. Trata-se de um dos poucos componentes de um Fórmula 1 oferecidos em alguns automóveis de passeio – neste caso, a tecnologia saiu das pistas diretamente para as ruas.


Atualmente, as caixas de câmbio dos monopostos conta com sete marchas para frente, além da marcha a ré. As trocas são realizadas por aletas colocadas atrás do volante, conhecidas como “borboletas”. As reduções são feitas por toques na alavanca esquerda e as trocas ascendentes acontecem ao se apertar a aleta direita. Este sistema de trocas, chamado de sequencial, equipava apenas alguns carros de luxo e superesportivos, mas hoje eles são oferecidos até em modelos mais populares.

É importante ressaltar que a caixa de câmbio de um F-1 não é automática, e sim automatizada. Isso porque o monoposto tem uma central eletrônica que aciona atuadores hidráulicos, que são responsáveis por mudar as marchas assim que o piloto dá o comando. Todo o conjunto precisa ser robusto, já que um piloto pode fazer mais de 3.600 trocas por corrida.
Pegando atalhos

Se você acompanha as corridas de Fórmula 1, certamente já viu um piloto fazer uma ultrapassagem com a mesma facilidade do encanador Mario quando pegava o famoso cogumelo “turbinado” do game Mario Kart. No mundo real, isso acontece graças a dois recursos criados para estimular as disputas por posições: o KERS e a asa móvel.

O KERS (sigla para Sistema de Recuperação de Energia Cinética) aproveita o fato de toda frenagem desperdiçar certa quantidade de energia. É aí que ele entra em ação. Lançado em 2009, seu papel é coletar esta energia cinética e armazená-la em uma espécie de gerador, que a converte em energia elétrica e a distribui em baterias. Ao toque de um botão, as baterias entregam uma injeção de aproximadamente 80 cv extras e faz o carro ganhar mais velocidade por até 6,7 segundos. O KERS pode ser utilizado tanto para ganhar posição quanto para defendê-la, e sua principal vantagem é ser um recurso renovável a cada nova frenagem.


Já a asa traseira móvel (conhecida como DRS, ou Sistema de Redução de Arrasto) influencia diretamente na aerodinâmica, reduzindo o arrasto. Seu uso é permitido somente quando um piloto estiver com uma desvantagem de até um segundo e em áreas pré-determinadas pela direção da prova. Nas corridas, sensores espalhados pela pista medem a diferença entre os carros e, quando ela for de até 1 segundo, uma luz se acende no painel liberando o piloto de trás (quem está na frente não pode usá-la) para acionar o DRS. Somente nos treinos e na classificação é que os pilotos têm autonomia para alterar a posição da asa quando acharem conveniente.

Assim que o piloto aperta o botão, uma das aletas da asa traseira se ergue para criar um vão de 50 milímetros, suficientes para liberar a passagem do ar e reduzir o arrasto aerodinâmico. Segundo a Red Bull, isso faz com que o carro ganhe até 10 km/h nas retas. Cabe ao piloto decidir se usará esta assistência de uma vez só ou aos poucos.
Pode parar!

Mas de nada adianta fazer um carro para passar dos 300 km/h se ele não tiver condições de frear com segurança. É por isso que os freios são tão ou até mais importantes do que o motor ou a aerodinâmica de um monoposto. Os discos e pastilhas são feitos de fibra de carbono, evitando o desgaste e a ocorrência de fissuras que poderiam afetar o tempo de parada. Graças ao uso deste material, aliás, é que os discos suportam temperaturas de até 1.200 graus centígrados – embora eles cheguem a “apenas” 800° C, ficando incandescentes.

É por isso que as bordas dos discos de freio possuem diversos pequenos orifícios, que dissipam o calor mais rapidamente. Do lado de fora do cubo da roda há também uma espécie de tomada de ar, que resfria os discos. Estas tomadas são trocadas a cada prova por conta das particularidades de cada traçado, até porque a temperatura dos freios não deve cair demais. Se isso acontecer, aumentam os riscos do sistema não funcionar.

Quando o piloto exerce uma força no pedal (que suporta uma carga de até 160 quilos), ela é imediatamente repassada ao cilindro-mestre, que ativa os sensores responsáveis pelo comando da frenagem. Então, os seis pistões de cada pinça reduzem rapidamente a velocidade em cada roda.

Simultaneamente a todo este trabalho, realizado em milésimos de segundo, vários dados são coletados pelos sensores de telemetria, que informam à equipe tudo que está acontecendo em tempo real. Este vídeo da fabricante italiana Brembo, que equipa os carros da Ferrari dentro e fora das pistas de Fórmula 1, explica melhor.



O futuro

A partir do ano que vem, a Fórmula 1 passará pela maior transformação de sua história: a chegada do conceito de downsizing nas pistas da maior categoria do automobilismo mundial. No lugar dos antigos V8 entram motores com seis cilindros em “V”. Ou V6, para os íntimos, sobrealimentados por turbocompressor (os populares turbos), rotações limitadas a 15 mil giros por minuto e capacidade volumétrica de 1,6 litro.

Apesar de menores, eles terão a mesma potência dos V8 atuais, graças a uma engenhosa combinação: serão aproximadamente 550 cv vindos do motor V6 a combustão e mais 150 cv produzidos por um motor elétrico acoplado ao turbo – que de quebra evita atrasos na resposta das acelerações.

Tudo isso com uma expressiva redução de consumo de até 35% e mais durabilidade: estes novos motores precisarão durar até os 4.000 quilômetros – os atuais resistem até 2.000 quilômetros.

A temporada 2014 também terá outras (importantes) mudanças. A transmissão será automatizada de oito marchas com trocas sequenciais nas aletas atrás do volante. O design incluirá bicos mais baixos por questões de segurança e o peso mínimo do carro subirá de 642 para 690 quilos.

Já o atual sistema KERS será substituído pelo ERS, que aproveitará energia de duas fontes distintas: da energia cinética do carro recuperada das frenagens (como acontece hoje) e da energia térmica advinda dos gases no escapamento. Na prática, o ERS-K fornecerá 161 cv por até 33 segundos por volta – com o KERS atual, estes números são de 80 cv e 6,7 segundos, respectivamente.
Uma obra de arte sobre rodas

Projetar um carro de Fórmula 1 é muito mais desafiador do que podemos imaginar. Como é possível transformar um quebra-cabeças com mais de 6 mil peças únicas e 100 mil componentes diferentes em uma máquina levada o tempo todo ao seu limite?

No universo em que qualquer mínimo erro pode ser fatal, saber como funcionam estes carros nos leva a crer que os super-heróis realmente existem.

E eles trabalham em equipes de Fórmula 1

Mulheres Imite o cafajeste

Os bonzinhos vão par ao céu, mas talvez desconhecem os prazeres da conquista torta, arte dos cafajestes. Estudo feito pela psicóloga Kristina Durante, da Universidade do Texas, mostra que esta ideia é mais verdadeira do que se imagina.Se você nunca foi substituído por outro cara totalmente sem noção, com certeza conhece alguém que foi, e isso leva os caras legais a considerarem que, talvez, a pegada seja se tornar um canalha de uma vez por todas. E isso não é de todo ruim!


É fato que, às vezes, caras gentis, educados e românticos são simplesmente ignorados pelas garotas, o que leva os rejeitados a buscar o segredo deste magnetismo. Mas não se engane, mulher nenhuma aguenta um idiota por muito tempo, e quando o negócio é relacionamento sério, elas preferem os caras legais.


Ainda assim, observando o comportamento dos cafajestes, é possível aprender suas “técnicas de conquista” e usá-las sem ter que se tornar um deles. Fizemos uma lista com 5 destas atitudes. Confira!

#1 Cafajestes são egoístas - Eles não se preocupam nem um pouco com os sentimentos alheios. O foco é o prazer próprio. Sendo assim, quando vê algo que quer, corre atrás. Permita-se concentrar somente nos seus objetivos.


#2 Cafajestes não têm medo de se aproximar das mulheres - Enquanto você pensa e cobiça, eles agem. Um cafajeste não hesita em se aproximar e não tem medo de ser rejeitado, já que para ele, ser rejeitado significa que a mulher tem algum problema e não ele. Resumindo: Se quer estar com uma mulher, vá até ela!


#3 Cafajestes não se censuram - Parte da razão pela qual os cafajestes parecem tão divertidos e interessantes é porque eles não estão nem aí para o que os outros vão dizer. Não há reservas em ser totalmente inconveniente. Caras legais, por exemplo, evitam falar sobre sexo nos primeiros encontros, com medo de parecer grosseiro. Cafajestes, não. Aqui, é possível encontrar um equilíbrio. Não há nada de mal em se soltar um pouco nos primeiros encontros e ir se soltando mais à medida que os encontros se tornam mais frequentes

#4 Cafajestes são honestos sobre o que eles querem - É claro que esta não é uma regra absoluta, mas este tipo de cara não costuma fazer mistério sobre suas reais intenções. Eles flertam abertamente e isso não abre espaço para a mulher pensar muito. Depois que ele deixa claro o que quer, ela precisa simplesmente decidir se quer ou não. Caras que dão muitas voltas correm o risco de virarem amigos delas e fica muito difícil de mudar isto depois. Deixe claras suas intenções desde o início. Deixe que ela saiba que você gosta dela e quer namorar com ela! Se ela rejeitar você, siga em frente até encontrar uma garota que goste do que você tem para oferecer.


# Cafajestes não perdem a autoestima - Frequentemente, caras legais depois de serem rejeitados por uma mulher, se sentem no fundo do poço. Isso não acontece com os cafajestes. Eles mantém a autoestima inabalada. Os caras são tão cretinos que, ao serem rejeitados, tendem a querer diminuir a mulher para que eles se sintam mais importantes do que realmente são. Este constante cuidado com sua estima é o que lhes permite seguir em frente, correndo atrás de seus objetivos, até porque, um cara confiante é muito mais atraente para as mulheres do que um homem deprimido.

Humor Carona de Pobre VS Rico


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domingo, 3 de novembro de 2013

Saude Medicina Básica na Ponta da Língua


Você não vai conseguir um diploma sem anos de estudo, mas pensar como médico e ter conhecimentos básicos sobre alguns sintomas pode salvar a sua vida!


Os seriados médicos estão na moda. Bom, você já deve ter visto pelo menos um ou dois programas sobre emergências hospitalares. O nome mais famoso entre os doutores da TV no momento é House (a série está em sua oitava e última temporada), e esse personagem especificamente tem uma boa sacada sobre a profissão: ele mostra como os médicos pensam, na verdade, com a mesma lógica que Sherlock Holmes. Isso não é uma surpresa, já que o Dr. Arthur Conan Doyle se inspirou em um dos seus professores de medicina para criar o detetive da ficção. Mas o que é importante aprender com os dois é que, nas palavras de Holmes, quando você eliminou o impossível, o que sobrar, por mais improvável que seja, deve ser a verdade.

Na faculdade, nós aprendemos a não agir com precipitação. Somos orientados pelos professores a fazer uma lista com todas as possíveis explicações para os sintomas do paciente, e classificarmos as hipóteses na ordem da mais à menos comum ou mais fatal, e depois coletamos a evidência necessária para descartar cada item da tal lista, até que o que sobrar, seja o que for, deve ser a verdade.

Muitos médicos ficam incomodados, ou até mesmo nervosos, quando acham que um paciente está diagnosticando a si mesmo. Essa mania pode, sem dúvida, causar problemas – e a internet deixou isso muito mais fácil. Mas alguns de nós também acreditam que as pessoas mais caladas nas consultas – estou falando dos homens – tornam-se mais propensas a procurar ajuda se puderem encontrar informação básica on-line antes de ir até o especialista. É compreensível que você queira entender o que nós dizemos tecnicamente para se sentir mais seguro do diagnóstico.

Claro que nada substitui o conhecimento de quem estudou a fundo a doença que você pode ter (ou não), mesmo que a busca on-line já tenha oferecido um nome da encrenca. Mas essa curiosidade não é ruim. Muito pelo contrário, ela pode ajudar. Numa emergência, você é responsável pela análise da situação e pela reação que pode salvar a sua vida (ou de outra pessoa). A decisão de pegar o telefone e marcar uma consulta ou chamar ajuda não vai ser do médico: ela tem que vir de você. Por isso, é bom que saiba o que está acontecendo.

É aqui que começa a arte de diagnosticar. Veja como sintomas comuns ajudam a reconhecer o que está acontecendo com você e quando é preciso correr para o hospital mais próximo.



DOR DE GARGANTA, TOSSE, NARIZ ESCORRENDO

É resfriado, certo? Nem sempre. Desconfie se você não tem congestão nasal, a tosse é seca, a febre está acima de 38 °C ou a doença começou subitamente e você se sente como se tivesse sido atropelado por um caminhão. Esses são sinais de gripe.

Nesse caso, se sua saúde estiver boa, o médico pode mandar você embora do consultório tranquilamente. Mas, se você tem cardiopatia, doença pulmonar, diabetes ou qualquer problema que restrinja a ação do seu sistema imunológico, o especialista vai decidir se você precisa de antiviral. E se, enquanto estiver gripado, sentir falta de ar com o menor esforço, começar a expelir um muco nojento quando tossir ou a febre voltar com calafrios e tremores, procure ajuda imediatamente. Você pode estar desenvolvendo pneumonia.

DOR DE CABEÇA

As dores de cabeça têm uma variedade enorme, desde a dor fraca, que atinge todo mundo, até a batida agoniante acima de uma das orelhas ou aquele espeto em brasa enfiado no seu olho. Algumas trazem alucinações visuais, cheiros imaginários, vertigem, vômitos ou uma aversão à luz clara e à conversa. A maioria delas não representa perigo, mas nem toda dor é uma simples cefaleia. Em algumas situações, o desconforto pode esconder algo mais sério. Fique de olho nestes casos…

Dor instantânea
Se ela o atingir como uma flechada do nada e se intensificar em minutos, tornando-se insuportável, corra para a emergência. As causas prováveis são quase todas fatais.

Dor do sexo/exercício
Uma cefaleia forte que chega rápida e furiosamente com esforço físico violento ou em um momento de orgasmo precisa ser investigada – pode ser uma hemorragia.

Dor que se espalha para o pescoço
Incômodos que se espalham para outras partes do corpo podem ser sinal de meningite ou hemorragia. Busque ajuda, especialmente se você tiver febre, se recupera de uma infecção bacteriana, tem urticária ou não consegue raciocinar com clareza.

Dor que não tem fim
Se ela vai e vem por dias, acompanhada de febre, distúrbios visuais e têmporas doloridas, pode sinalizar uma inflamação das artérias que pode deixá-lo cego. Vá ao médico já!

Dor “contagiosa”
Você está em casa, com janelas fechadas, e ao longo do dia sua dor de cabeça piora. Se outra pessoa sentir o mesmo, pode ser gás vazando. Vá para um lugar aberto na hora e depois cuide do reparo.

Dor que piora há semanas, acorda você e marca presença logo pela manhã
É o padrão clássico de uma massa que se expande lentamente dentro do cérebro, ou seja, um tumor. Não deixe para amanhã a consulta médica e a ressonância magnética.

CAROÇOS

Normalmente, são nódulos linfáticos que estão inchados porque as células do seu sistema imunológico estão ocupadas fazendo o que têm que fazer. Caroços no pescoço, axilas ou virilha geralmente sugerem uma infecção nas proximidades ou alergias. Nódulos inchados e moles, tipicamente localizados no pescoço e acompanhados de uma dor de garganta forte, são mononucleose (doença viral transmitida pela saliva que causa hipertrofia do fígado e do baço) até que se prove o contrário. Não há muito o que fazer sobre isso, mas, para evitar uma ruptura no baço, vá ao médico para um teste rápido para confirmar a suspeita e, até o resultado sair, dê um tempo nos esportes de contato.

Caroços combinados com febre também podem ser indicativos de HIV, tuberculose e lúpus – três casos em que se deve procurar tratamento rapidamente. No caso de você ter alguma dúvida, caroços nos testículos nunca são normais. Qualquer um que apareça sobre os músculos peitorais também precisa ser examinado porque os homens também podem ter câncer de mama. E um nódulo linfático inchado que não desaparece em uma ou duas semanas, especialmente se é firme e imóvel, deve ser submetido a uma biópsia para checar se é câncer.

“Em uma emergência, você é o primeiro responsável pela análise
da situação. A decisão de chamar ajuda tem que vir de você”

CABEÇA VAZIA

Se alguma vez já experimentou isso, você não se esquece da sensação horrível de náusea, suor frio e da consciência fugindo. A sua avó chama isso de desmaio; o termo preferido pelos médicos é “síncope”.

O apagão manda muita gente para o pronto-socorro. A maioria das vezes, ele não traz problema e é causado por uma desidratação ou algo chamado reflexo vasovagal – um órgão interno estimula o seu nervo vago, que sinaliza para o coração desacelerar, o que pode acontecer se você está com intoxicação alimentar e as suas vísceras se contraem por causa de um sushi suspeito.
Algumas outras causas da síncope são menos inofensivas.

Para começo de conversa, arritmias cardíacas podem fazer você perder a consciência. E, como elas são potencialmente fatais, qualquer desmaio precisa passar por diagnóstico no hospital.

Também existe uma doença genética relativamente comum conhecida como cardiomiopatia hipertrófica, que faz com que homens jovens desmaiem durante o exercício, e algumas vezes caiam mortos. Se você sentir tontura quando se levanta e se fica facilmente sem fôlego quando se deita ou de repente, no meio da noite, não deixe de ir ao médico.

MANCHAS

As erupções cutâneas são bastante comuns mas, às vezes, elas são o primeiro sinal visível de uma calamidade. O tipo mais comum de mancha é a dermatite de contato: a pele fica vermelha e coça – é feia, mas nada grave. Pode ser causada por alguma mudança, como o novo sabão de lavar a roupa ou uma camisa feita de fibras recicladas misteriosas.

Erupções doloridas, quentes e semelhantes a queimaduras de sol, que aparecem e desaparecem, especialmente em alguém com febre ou que passou recentemente por uma cirurgia, teve qualquer tipo de ferimento profundo ou mesmo um cateter intravenoso comum inserido, podem ser um sinal de síndrome de choque tóxico (quadro no qual bactérias de pele comuns entram na corrente sanguínea, produzindo toxinas que, em algumas horas, provocam a falência de órgãos). Erupção acompanhada de febre, dor de cabeça e dor nas articulações também pode ser o primeiro sinal de meningite.

Fique de olho em qualquer mancha que não fique mais clara quando você a aperta entre os dedos. Este é um teste simples, mas que ajuda a reconhecer problemas sérios. Se a cor mantiver-se a mesma, a erupção requer atenção imediata: você pode estar desenvolvendo um ataque autoimune contra as plaquetas sanguíneas ou até mesmo câncer.

Mas essas são apenas as mais perigosas. Existem milhares de manchas e causas diferentes para elas. O clínico geral pode não reconhecer todas, mas ele conhece um dermatologista para indicar que vai fazer isso com segurança.



A MAIOR AMEAÇA À SAÚDE DE UM HOMEM

O inimigo é o ego. As três regras seguintes vão manter o seu sob controle

1. Não tenha certeza demais de que você sabe o que está acontecendo. Os melhores médicos questionam a si mesmos constantemente.
2. Quando estiver em dúvida, procure ajuda. Sempre que achar que uma situação pode ser perigosa, vá ao pronto-socorro mais próximo.
3. Confie na sua intuição. Mesmo que alguém lhe diga para não se preocupar, se a coisa simplesmente não parece bem vá ao médico.



FALTA DE AR

Você é um homem saudável, com 30 anos em média, sem nenhum antecedente médico significativo, e acorda no meio da noite com falta de ar. Não teve doença respiratória, não está com tosse ou febre e vou considerar que você não fuma. Sentar-se na cama melhora um pouco. Mas se você se deita e espera essa sensação passar, ela não passa. Tenta respirar fundo, mas isso só faz com que sinta uma pontada no peito. A boca fica seca e o pulso acelera. É de fato assustador.

Parte do terror vem de um reflexo – um impulso nervoso liga os pulmões à parte do seu cérebro que experimenta medo. O outro motivo de preocupação é a soma do feio com o improvável, que inclui falência pulmonar, ataque cardíaco e ataque de pânico. Existem centenas de possibilidades para esse quadro – destas, umas dez podem ser fatais até o amanhecer. Aí é uma questão de escolha. Se você acha que ligar para a emergência dá muito trabalho, tente a funerária – único lugar que eu conheço onde não precisa respirar.

MUDANÇAS NA VISÃO

Os olhos são ligados diretamente ao cérebro. Se você achar que eles estão tentando lhe mostrar algo, preste atenção. Visão dupla pode ser sinal de AVC, de fratura da órbita do olho ou esclerose múltipla. Toda vez que a visão sofrer uma mudança repentina, seja o escurecimento do seu campo visual (AVC), as chamadas moscas volantes (descolamento de retina) ou obscurecimento generalizado da visão (coma diabético iminente), você pode ter graves problemas não apenas nos olhos, mas também em outra parte do corpo.

CONCUSSÃO

Este é o termo técnico para quando você bate a cabeça com força suficiente para abalar o conteúdo dela. Nós pensávamos que a perda da consciência definia a concussão. Atualmente, sabemos que, mesmo que você não tenha sido nocauteado, um golpe ainda pode romper a fiação do seu cérebro. Resultado: depois que a desorientação inicial passar, você pode ter dor de cabeça, vertigem, náusea e vômitos, mudanças de humor, insônia, perda de memória, dificuldade para falar. Luzes claras e barulhos altos podem ser intoleráveis. Você derruba coisas e perde a linha de raciocínio.

A concussão é a forma mais leve de lesão cerebral e não deve ser ignorada de maneira alguma. Se for atingido na cabeça com força suficiente para ficar atordoado, mesmo que por poucos segundos, procure orientação médica imediatamente e ignore qualquer outro conselho dos colegas de time. E mais importante: nunca volte para o jogo!

O médico vai pedir pelo menos uma tomografia computadorizada da cabeça e, se ela for normal e houver alguém na sua casa para manter o olho em você (o que significa acordá-lo a cada duas horas para uma breve rodada de “Qual é o seu nome?”, “Quantos dedos você vê aqui?” e “Quem é o presidente?”), ele pode deixá-lo ir embora tranquilamente.


Lições da Escola de Enfermagem

3 erros que você não deve cometer com os enfermeiros

Não tente impressionar Seja qual for a vantagem que acha que tem, saiba que a enfermeira que você está esperando impressionar já viu isso antes: maior, melhor e, possivelmente, com um prego atravessado.

Não diga que eles não sabem nada
Os médicos ganham fama, mas, muitas vezes, só sabem o que há de errado quando um enfermeiro nota que o seu batimento cardíaco está irregular ou uma via intravenosa está torcida.

Não trate a enfermeira como um objeto sexual Amigo, por favor, lembre-se de que você está internado e com um pijama ridículo que deixa o traseiro descoberto. A enfermeira provavelmente não está dando mole para você.